Durante meses, a minha bicicleta dobrável foi a minha melhor aliada nas deslocações pela cidade. Compacta, prática e fácil de transportar, ajudava-me a evitar o trânsito e a ganhar tempo no dia a dia. Até que, numa manhã aparentemente normal, algo começou a correr mal. A meio do trajeto para o trabalho, comecei a ouvir …
Houve um momento específico em que percebi que algo não estava certo. Não foi uma avaria, nem uma queda. Foi um som. Um ruído seco, repetitivo, que me acompanhava a cada pedalada pelas ruas da cidade. No início, ignorei. Afinal, bicicletas fazem barulho. Ou pelo menos era isso que eu achava. Mas aquele som começou …
Durante muito tempo, achei que pedalar com algum esforço extra fazia parte da vida urbana. Subidas custam, arranques cansam, mudanças nem sempre entram à primeira. Achava que era eu. Ou o trânsito. Ou simplesmente o dia. Até ao momento em que pedalei numa bicicleta igual à minha — mesma marca, mesmo modelo — e senti …
Nunca dei muita importância aos pedais da minha bicicleta dobrável. Eram pequenos, dobravam quando eu precisava e nunca se tinham partido. Para mim, isso era suficiente. Até ao dia em que, num semáforo apressado, um deles não abriu completamente. O pé escorregou ligeiramente, o corpo inclinou-se mais do que devia e, por um segundo, percebi …
Durante muito tempo ignorei a corrente da minha bicicleta urbana. Limpava o quadro com cuidado, verificava os travões, até os pneus estavam sempre apresentáveis. A corrente, essa, ficava sempre para depois. Afinal, continuava a rodar. Só que havia sinais que eu insistia em normalizar: a pedalada mais pesada, o ruído metálico constante e aquelas manchas …
A primeira vez que lavei a minha bicicleta dobrável “a sério”, fiz tudo o que achava correcto… e tudo o que não devia. Usei bastante água, esfreguei bem as zonas mais sujas e fiquei satisfeita quando a vi limpa e brilhante. O problema veio nos dias seguintes. Os travões começaram a chiar, um dos fechos …
Durante muito tempo vivi com a sensação de que os travões da minha bicicleta dobrável eram apenas “aceitáveis”. Funcionavam, mas nunca de forma imediata. Havia sempre um pequeno atraso entre apertar a manete e sentir a bicicleta realmente a travar. Na cidade, onde tudo acontece depressa, isso começou a incomodar-me mais do que devia. Ignorei …
Durante semanas houve algo que me incomodava na bicicleta, mas que eu insistia em ignorar. Não era um barulho, nem uma falha mecânica evidente. Era uma sensação. Começava sempre da mesma forma: saía de casa confortável, com o selim na altura certa, e terminava o percurso com a estranha impressão de estar a pedalar “demasiado …
Há um momento muito específico em que percebemos que algo já não está bem — não é um problema grave, nem um susto, é apenas uma sensação estranha. No meu caso, aconteceu numa rua plana, num trajecto que faço quase todos os dias. Estava a pedalar sem pressa quando senti um pequeno salto nos pedais. …
Houve uma fase em que pedalar deixou de ser relaxante para mim. A bicicleta andava, mas nunca em silêncio. Havia uma vibração constante, sobretudo a baixas velocidades, e uma sensação estranha de instabilidade que eu atribuía ao tamanho das rodas. “São pequenas, é normal”, repetia para mim mesma. Até ao dia em que, numa recta …










